Durante nossas pesquisas, as observações levaram-nos a conflituosas considerações de uma relação “moral” frente a relação natural, já que os animais são habitualmente bissexuados. Este comportamento pode ser observado nos símios e em um grande número de animais onde se evidencia a presença do macho alfa. Ele exerce o domínio sobre o grupo de forma física e sexual, mantendo relações sexuais com todos. Ora para demonstrar superioridade e força, ora para manter a harmonia do grupo evitando o desafio de outros machos pelo seu posto; o mesmo acontece quando o grupo é formado por fêmeas, uma delas assume a postura de alfa.
Analisando por este ponto de vista, causa-nos estranheza que os estudiosos da sexualidade como Freud, Hirschfeld, Moll, Reich, Beauvoir, Badinter, Kinsey e Foucoult tenham creditado uma transição do indivíduo heterossexual para bissexual e deste para homossexual; e nunca tenham tomado como base da sexualidade essa “relação animal humana” (se é que podemos chamar assim) de uma bissexualidade natural, [...]
[...]Freud considerou de natureza psicológica o produto do recalques de ordem sexual, dizia ele :
“A minha expectativa não teve a miníma parte, eu tinha abordado o exame dos neuróticos em um estado de completa ingenuidade”.
Nas teorias sobre sexualidade, Freud nos premia com as três fases (oral, anal e genital) desmistificando a idéia de que a sexualidade está ligada a fase adulta e/ou ato sexual. [...]
[...]Freud escreveu: “A criança é uma perversa polimorfa”; esta expressão caracteriza a amoralidade das tendências infantis ante as pressões sexuais e as perspectivas na descoberta da sexualidade o que a partir daí pode servir de orientação para a definição do gênero.[...]
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